terça-feira, 6 de outubro de 2015

Tecnologia não convencional na indústria de alimentos:tecnologia de alta pressão.





A tecnologia de alta pressão é uma das tecnologias de processamento de alimentos consideradas não convencionais. Visa principalmente substituir os processos térmicos de conservação, destacando-se como uma das mais promissoras e em estágio mais avançado em termos de aplicação industrial.
Consiste na aplicação de níveis bastante elevados de pressão, na faixa de 1000 a 7000 atmosferas (100 a 700 MPa), ao produto geralmente já embalado. A aplicação de pressão possibilita a inativação de micro-organismos e enzimas, mas preserva as vitaminas e os compostos responsáveis pelas características sensoriais, mantendo o sabor, cor e aroma muito próximos do produto não processado.
Embora tenha sido inicialmente estudada para aplicação em alimentos há mais de um século, tais pesquisas se restringiram a iniciativas isoladas por quase um século. Somente por volta de 1990, o Japão retomou as pesquisas nessa tecnologia sendo posteriormente seguido pela Europa e Estados Unidos. Como resultado das pesquisas, vários produtos passaram a ser produzidos industrialmente em vários países com a utilização da tecnologia de alta pressão, incluindo, inicialmente, geleia, iogurtes de frutas, molhos e sucos e, posteriormente, produtos cárneos, produtos marinhos, como ostras e frutos do mar, assim como alimentos e refeições prontas embaladas para consumo.
Dois tipos de processos são estudados empregando a tecnologia de alta pressão: o processo denominado alta pressão hidrostática ou isostática e o processo denominado homogeneização a alta pressão ou alta pressão dinâmica.
O método hidrostático ou isostático, denominado também como processamento a pressão ultra alta, concentra a maior parte dos estudos científicos já realizados e também as aplicações industriais. Utiliza, na maioria dos casos, pressões na faixa de 400 a 700 MPa. Neste processo, o alimento é acondicionado em embalagem flexível (geralmente filme plástico) e inserido no interior do equipamento que consiste basicamente de um vaso de compressão. O vaso de compressão contendo o produto é inicialmente preenchido com um fluido (geralmente água) e fechado. Com a aplicação da pressão, o sistema a transmite para o alimento. O alimento é mantido pressurizado por certo tempo, de acordo com o alimento e finalidades do processo, para garantir a inativação dos agentes de deterioração, que se dá pelo efeito da pressão. Uma das principais vantagens deste processo é que a transmissão de pressão ao alimento ocorre de modo praticamente instantâneo e de forma bastante uniforme em todo o alimento, resultando em um produto bastante homogêneo.
Além de propiciar a conservação dos alimentos, a tecnologia de alta pressão hidrostática apresenta grande potencial de utilização industrial em outras áreas, como na formação de géis sem emprego de calor. Assim, por exemplo, geleias de frutas podem ser obtidas a partir da pressurização por certo tempo da mistura da polpa, açúcar e pectina. O produto resultante tem características sensoriais bem próximas da fruta original, além da manutenção do valor nutricional da fruta na mistura.
O outro processo é a homogeneização a alta pressão, também denominado processo dinâmico ou contínuo, no qual dois pistões operam simultaneamente, sendo que, enquanto um é preenchido com o alimento, o outro o empurra contra a válvula de homogeneização. Esse processo baseia-se na movimentação dos fluídos e na ação de forças instantâneas que agem sobre os sólidos imersos nesses líquidos. A destruição dos micro-organismos ocorre pela ruptura da célula causada pelo aumento da pressão e tensão de cisalhamento. O processo é instantâneo, ocorrendo em mili-segundos. As pressões utilizadas estão na faixa de 30 a 350 MPa. Este processo é aplicado apenas em alimentos líquidos, sendo que o alimento deve ser embalado ao final do processo em embalagem asséptica.

 Figura 1. Equipamento de alta pressão hidrostática em escalapiloto, fechado.

 Equipamento de alta pressão hidrostática em escala piloto aberto.
Figura 2. Equipamento de alta pressão hidrostática em escalapiloto, aberto.

REFERÊNCIAS:
Portal Embrapa,Disponível em:
<http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/tecnologia_de_alimentos/arvore/CONT000fl6kj9pt02wyiv80ispcrrs1jd6x3.html




Microrganismos Benéficos, Deteriorantes e Patogênicos



A microbiologia dos alimentos estuda a influência dos microorganismos nas características dos produtos alimentícios de consumo humano ou animal. A qualidade microbiológica dos alimentos está condicionada, primeiro, à quantidade e ao tipo de microrganismos inicialmente presentes (contaminação inicial) e depois à multiplicação destes germes no alimento. A qualidade das matérias - primas e a higiene (de ambientes, manipuladores e superfícies) representam a contaminação inicial. O tipo de alimento e as condições ambientais regulam a multiplicação.

Os microrganismos são muito pequenos, e muitos deles só podem ser vistos com o auxílio de microscopia. Temos como exemplos de microganismos os vírus, as bactérias e os fungos.  Devemos tomar todo o cuidado na hora de produzir alimentos, pois muitos destes microrganismos podem causar doenças, que podem até mesmo matar através da ingestão de um alimento contaminado.
A microbiologia de alimentos é o nome dado para o ramo da ciência que estuda a influência dos microorganismos nas características dos produtos alimentícios de consumo humano ou animal. É divida em 3 classes distintas: 
  •  Patogênicos: são aqueles que causam doenças, infecções e intoxicações alimentares.
  • Deteriorantes: são os que estragam os alimentos, mudando sua cor, textura, aparência, odor e sabor.
  • Benéficos ou úteis: utilizados na produção de alimentos, são capazes de originar produtos de interesse para a indústria (leveduras fermentadoras que produzem álcool a partir de açúcares) ou que são benéficos ao nosso organismo (bactérias probióticas que existem nos iogurtes e ajudam a melhorar problemas intestinais).



Nos quadros a seguir, classificamos alguns tipos de microrganismos e como eles podem atuar:

Benéfico

Deteriorante

Patogênico

Lactobacillus

É um microrganismo mesófilo, que pertence a classe
de bactérias Gram positivas, anaeróbias facultativas. E com capacidade de crescimento em ambientes de microaerofilia e de anaerobiose. Apresentam-se geralmente em forma de bacilo ou bastonete estreito com aspecto linear, no entanto podem também ter aspecto cocobacilar ou espiralar; estes bacilos podem aparecer isolados, em pares ou cadeias curtas; não crescem a 45ºC e algumas estirpes conseguem crescer a temperaturas entre 2 e 4ºC; produzem ácido láctico a partir da fermentação de vários sacarídeos .

Brochothrix  themosphacta

São encontrados, em forma de bastonete, sem motilidade, não formador de esporos, pertence à classe das bactérias Gram-positivas, e organismo psicrotrófica frequentemente envolvidos na deterioração de carnes ou de produtos pré-embalados e embalados a vácuo.  Crescem em torno de 4 °C sob a exaustão e na presença de concentrações elevadas de CO2. Constitui frequentemente a parte dominante da microflora deterioração de carnes aeróbicas e anaeróbicas armazenados.

Campylobacter jejuni,C.Coli e C. lari

São finos bastonetes Gram-negativos.
 Que pertence a classe dos microaerófilos, eles precisam de 3 a 5% de oxigênio e 2 a 10% de dióxido de carbono para sobreviver.
 A temperatura considerada ótima para sua multiplicação ocorre entre 42 a 46°C e não se multiplicam em temperaturas abaixo de 30°C. Portanto não se multiplicam em temperatura ambiente ou de refrigeração.
A contaminação alimentar ocorre por meio de frango, carne, leite, cogumelo, hambúrguer, água, queijo, suínos, frutos do mar ovos.
Alguns sintomas de enterites causadas por campylobacter são: Dores abdominais; Febre; Diarreia.




PATOGÊNICAS

Escherichia coli: A presença de Escherichia coli na água ou em alimentos é indicativa de contaminação por fezes humanas ou animal. São anaeróbias facultativas, e podem causar reações indesejáveis nos alimentos, além de várias espécies serem patogênicas ao homem e aos animais.

Bacillus cereus: O tipo de diarréia da doença é causado por uma proteína de grande peso molecular, enquanto que, o de vômito, acredita-se, ser causado por uma proteína de baixo peso molecular, um peptídeo termo-estável. Os sintomas de diarréia do B. cereus devido à intoxicações alimentares mimetizam os de intoxicações alimentares por Clostridium perfringens.



Aeromonas hydrophyla: Pode causar gastroenterite em indivíduos saudáveis ou septicemia em indivíduos com sistemas imunes prejudicados. É associada também à infecções em ferimentos. A. caviae e A. sobria também podem causar enterite em qualquer um ou septicemia em pessoas imunocomprometidas.


DETERIORANTES

Gram – ­negativos: Bactérias dos gêneros Pseudomonas, Alteromonas, Shewanella e Aeromonas deterioram produtos lácteos, carne vermelha, carne de galinha, peixes e ovos durante a estocagem em frio. Existem vários mecanismos de deterioração, incluindo a produção de proteases e lipases termoestáveis, as quais produzem aromas e sabores desagradáveis no leite mesmo após a morte de micro­organismos pela pasteurização.

Gram - ­positivos formadores de esporos: Bacillus e Clostridium são importantes gêneros bacterianos deteriorantes d e alimentos processados termicamente. B. cereus cresce em leite pasteurizado a 5oC e podem produzir coalho doce (coagulação da renina, sem acidificação) e a nata fina. Em enlatados, o B. sthearothermophilus causa a deterioração ácida sem estufamento (“flat sour”). C. thermosaccharolyticum é um micro­organismo termofílico e produz gases na deterioração. Desulfotomaculum nigrificans produz sulfito de hidrogênio, o qual causa estufamento com mau cheiro.



Gram - ­positivos não formadores de esporos: As bactérias do ácido lático e Brocothrix thermosphacta são bastonetes gram - ­positivos que deterioram carnes estocadas em embalagens com atmosfera modificada ou em embalagens a vácuo. Acetobacter spp. e Pediococcus spp. podem produzir uma camada limosa espessa em cervejas. Esses organismos também podem produzir ácido lático em vinho, causando gosto amargo.


BENÉFICAS

Acetobacter: Composto por bactérias aeróbias estritas, bacilos retos ou levemente curvos. É importante em alimentos, pois é capaz de realizar a fermentação acética, ou seja, oxidar etanol a ácido acético.

Bifidobactem: A morfologia pode ser variada, incluindo bacilos curtos e curvados, em forma de bastonete, e bacilos bifurcados.



Lactobacillus sp.:Os lactobacilos são bactérias que convertem lactose e outros açúcares simples em ácido láctico. São bacilos retos ou curvos, aeróbios ou anaeróbios. A produção do ácido láctico faz com que o ambiente fique ácido, o que inibe o crescimento de outras bactérias nocivas. Algumas espécies de lactobacilos são usadas industrialmente na produção de iogurte, chucrute, picles e outros alimentos fermentados.








REFERÊNCIAS:

Departamento de Microbiologia Instituto de Ciências Biológicas Universidade Federal de Minas Gerais, Disponível em: 
<http://icb.ufmg.info/mic/diaadia/wp-content/uploads/2012/05/Deteriora%C3%A7%C3%A3o-de-alimentos.pdf> 
Deterioração de alimentos - Maio de 2012.

IFPR -Instituto Federal do Paraná, Daryne Lu Maldonado Gomes da Costa, Disponível em: <http://200.17.98.44/pronatec/wp-content/uploads/2012/07/oia.pdf>
Operador Industrial de Alimentos - junho de 2012.

Microrganismos Patógenos, Juliana Ferreira Alves Walder, Disponível em:
< http://alimentos.no.comunidades.net/microrganismos-patogenicos>

Microbiologia e Higiene Alimentar, Disponível em: <http://conteudo.anhembi.br/ead/conteudo/tec_gastronomia/Microbiologia_e_Higiene_Alimentar/unidade_1/1.pdf> 

      Forsythe,S.(2013). Microbiologia da Segurança dos alimentos. Ed. 2. Scholl of and Technology,Nottingham Trent University.

   Salminem, Rautelin et alLactobacillus bacteremia, Identificação de Espécies, e à susceptibilidade antimicrobiana de 85 isolados de sangue. v.42. Oxford Journal. 
Julyana Abreu















domingo, 20 de setembro de 2015

Análise Crítica do Artigo - Revisão: Alimentos frescos minimamente processados embalados em atmosfera modificada.




TÍTULO: coerente

INTRODUÇÃO 
Pode-se notar divergência entre as informações apresentadas:

“Mesmo depois de aberta a embalagem, o CO2 mantém parte da sua ação conservante” (SIVERTSVIK et al.,2002a ) 

Perda de beneficio após a abertura da embalagem (SIVERTSVIK et al.,2002a; (PHILLIPS,1996)  

Utilização do mesmo autor várias vezes.

Os resultados apresentados em formato de tabela deveriam ter sido melhor explorados, pois a única tabela que há no texto não mostra clareza nem coerência, para melhor entendimento do leitor as informações inseridas em tabelas deve ser criada de forma didática e de fácil entendimento.  

DISCUSSÃO
·         Utiliza-se de vários estudos.
·         Menciona limitações.
·         Divergência de informações:

No entanto, a inibição microbiana atinge melhores resultados quando é utilizada a MAP (ÖZOGUL et al.,2004; SIVERTSVIK, et al., 2002a; REDDY et al., 1999).

“O pescado MP pode ter na sua microflora organismos patogênicos, os quais o processamento mínimo e a MAP não eliminam, podendo mesmo, em certos casos, como, por exemplo, o abuso de temperatura da cadeia de distribuição, potencializar o seu desenvolvimento (GOULAS e KONTOMINAS, 2007).”

“O risco de desenvolvimento da maioria dessas espécies de bactérias não aumenta com a utilização da MAP, sendo o seu crescimento inibido pela presença de uma atmosfera diferente do ar e pela baixa temperatura de armazenamento (GOULAS e KONTOMINAS, 2007).”

Não explica a significância dos estudos mostrados.
Não compara com outros estudos da literatura.
Conclusão
Condizente com o texto apresentado;
Faz sugestões;
Referências
Atuais (em sua maioria)
Apropriadas
Relevantes





sábado, 19 de setembro de 2015

Análise de informações nutricionais nos rótulos de alimentos.




Os rótulos são elementos essenciais de comunicação entre produtos e consumidores. Daí a importância das informações serem claras e poderem ser utilizadas para orientar a escolha adequada dos alimentos. Lê-los é saber o que realmente está sendo consumido, tanto de ingredientes, quanto de nutrientes, como fibras, vitaminas, minerais, gorduras, carboidratos, entre outros.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) é o órgão responsável pela regulação da rotulagem de alimentos, que estabelece as informações que um rótulo deve conter, visando à garantia de qualidade do produto e a saúde do consumidor.
Itens da Tabela de Informação Nutricional:
  • Valor energético: energia produzida pelo nosso corpo proveniente dos cardápios, proteínas e gorduras totais. Na rotulagem nutricional, o valor energético é expresso na forma de quilocalorias (kcal).
  • Carboidratos: componentes dos alimentos cuja principal função é fornecer para as células do corpo, principalmente do cérebro. São encontradas em maior quantidade em massa, arroz, açúcar, mel, pães, farinhas, tubérculos e doces em geral.
  • Proteínas: componentes dos alimentos necessários para a construção e manutenção dos nossos órgãos, tecidos e células.
  • Fibra Alimentar: presente em diversos tipos de alimentos de origem vegetal, como frutas, hortaliças, feijões e alimentos integrais.
  • Gorduras totais: principais fontes de energia do corpo, ajudam na absorção das vitaminas A, D, E e K. As gorduras totais se referem à soma de todos os tipos de gorduras encontradas em um alimento, tanto de origem animal, como vegetal.
  • Gorduras saturadas: tipo de gordura presente em alimentos de origem animal, como carnes, leite integral, manteiga, requeijão e iogurte. O consumo deve ser moderado, pois em grande quantidade aumenta o risco de doenças do coração.
  • Gorduras trans: tipo de gordura encontrada em grandes quantidades em alimentos industrializados, como margarinas, cremes vegetais, biscoitos e sorvetes. O consumo deve ser reduzido, já que o nosso organismo não necessita desse tipo de gordura, além de que, quando consumido em grandes quantidades, pode aumentar o risco de doenças do coração.
  • Sódio: está presente no sal de cozinha e alimentos industrializados, devendo ser consumido com moderação, uma vez que seu excesso eleva a pressão arterial.
  • Essa análise foi realizada para confirmar o valor total de sódio informado no rótulo do produto. Os valores sublinhados correspondem à análise de sódio em uma porção equivalente às unidades. 
  • Foram realizados cálculos para confirmar os valores fornecidos nos rótulos das embalagens de Biscoito de leite,Bebida láctea sabor chocolate,Leite Integral.
                                           1.LEITE INTEGRAL (caixa de 1L)

*% Valores diários de referência com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kj. Seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.
** VD não estabelecidos.

Para cada 100 g recomenda-se 44mg de sódio, então:

1)     1ml --- 1,03 g
        200ml  ---  x

         X= 206g de leite

2)     100 g --- 44mg
        206 g --- x

        X= 90,64 mg (esta deveria ser a quantidade de sódio adequada)

Elivânia Castro.

Imagem


2.BISCOITO DE LEITE (Pacote de 150g). 

  • Dados: 
1 porção = 30g que correspondem a 5 unidades de biscoito; 
Cada porção = 80mg de sódio;  
Para cada 100g recomenda-se 44mg de sódio (valor de referência); 
  • Cálculos: 
  1. Quantidade de sódio esperado 
100g --- 44mg      
150g --- X 

X= 66mg   
  1. Quantidade de biscoitos em um pacote de 150g 
30g --- 5 unid.biscoitos     
150g --- X 

X= 25 unid.biscoitos
  1. Quantidade total 
  2. de sódio (valor de referência da embalagem) 
80g de sódio X 5 porções de biscoito = 400mg 
  1. Quantidade de sódio analisado 
66g de sódio X 5 porções de biscoito = 330g 
  1. Diferença entre os valores obtidos na análise e da embalagem 
400g – 330= 70g, então 70g / 5 porções = 14g de sódio que ultrapassam em cada porção. 
80g de sódio da embalagem  14g de sódio da análise = 66g,equivalente a 17,50% de sódio a mais do valor indicado no rótulo da embalagem. 

Imagem 
 3. BEBIDA LÁCTEA SABOR CHOCOLATE (Embalagem de 200ml 

  • Dados:  
  1. Quantidade de sódio esperado em 200mL 
1mL ---  1,03g     
 200mL ---   X       

 X= 206g 
100g --- 44mg     
206g --- X  

X= 90,64mg 
  1. Quantidade total
  2.  de sódio (valor de referência da embalagem) 
115mg de sódio da embalagem  
 90,64mg de sódio da análise  
  1. Diferença entre os valores obtidos na análise e da embalagem 
115mg de sódio da embalagem  90,64mg de sódio da análise = 24,36mg, equivalente a 21,18% de sódio a mais do valor indicado no rótulo da embalagem. 

Flávia Danielle Pereira da Silva  
Terciane Soares de Oliveira  



4. MACARRÃO INSTANTÂNEO 



Em uma única refeição há 67% do sódio que deve ser consumido o dia inteiro. Segundo RDC Nº 360, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2003 valor referência do sódio = 2400mg/dia. O excesso de sal na alimentação está ligado ao aumento da pressão arterial, problemas cardíacos, colesterol e comprometimento renal. A recomendação é de evitar ao máximo este tipo de refeição optando por alimentos mais saudáveis e se possível preparadas sem sal, como saladas frescas e legumes cozidos. Para conferir algum sabor indica-se o uso de ervas finas e especiarias, que não fazem mal a saúde e são agradáveis ao paladar.

Alice Monaliza de Souza Rodrigues 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                         MACARRÃO INSTANTÂNEO 



Tão perigoso quanto o alto teor de sódio, é a presença do glutamato monossódico que se enquadra como um dos piores aditivos alimentares no mercado e é usado em sopas enlatadas, biscoitos, carnes, saladas, refeições congeladas e muito mais. É encontrado em restaurantes e supermercados locais, na lanchonete da escola das crianças, e incrivelmente, mesmo na comida de bebê e em fórmulas infantis. O glutamato é uma excito-toxina, o que significa que ele superexcita suas células ao ponto de ser perigoso ou mortal, causando danos em vários graus  e potencialmente mesmo acionar ou piorar disfunções de aprendizado, Mal de Alzheimer, Mal de Parkinson, Mal de Lou Gehrig entre outras doenças degenerativas. 

Alice Monaliza de Souza Rodrigues 



REFERÊNCIAS:

http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/ec3966804ac02cf1962abfa337abae9d/Resolucao_RDC_n_360de_23_de_dezembro_de_2003.pdf?MOD=AJPERES